Antônio

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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Esteriótipos, preconceitos e afins

Oi gente,

Tem alguém aí? Tem algumas semanas que fico me perguntando isso: será que meu blog ainda é uma fonte de apoio pra alguém?

Graças a Deus, nos últimos tempos, mais mães se dispuseram a escrever blogs. Isso é fantástico! Na época que peguei o diagnóstico de Antônio, só achei o Blog de Camilinha que me ajudou muito. Hoje temos vários! Fico pensando se ainda há espaço para o meu blog, cheio de erros de português, as vezes com posts desesperados, desnorteados...

Quando comecei a escrever, foi por desespero mesmo, estava vivendo um turbilhão de emoções de uma vez só, escrevi no intuito de fazer um diário para a posteridade, para Antônio acompanhar toda a trajetória de sua vida... hoje não sei se faz mais sentido deixar o blog público. Existem outros muito melhores que este aqui.

Bom, deixando de lado este devaneio doido (pq eu sou uma doida mesmo), hoje venho contar um ocorrido desta última semana.

Participo de alguns grupos no WhatsApp e, óbvio, que de vez em quando ocorre um pequeno estresse. A bola da vez foi uma mãe que tinha convicção de que o filho, por ter nascido com mielomeningocele, era DOENTE.

Gente, o fato de nascer com mielo não significa, literalmente, que a criança vai ser doente. A grande maioria dos portadores são muito saudáveis.

Ser cadeirante não é ser doente, fazer CAT não é ser doente, fazer cone enema não é ser doente, pelo contrário.

Como tenho dois filhos, uma típico e Antônio, tento sempre explicar que as demandas de Antônio (fraldas e afins) são como as de Bento bebê, só que demoram um pouco mais. Aqui em casa, educamos Antônio para seguir com sua rotina sozinho, para que um dia ele possa, inclusive, morar sozinho, pois, mamãe e papai são perenes. Um dia faremos a grande viagem.

Pela primeira vez, acabei perdendo a compostura, e a dita mãe acabou saindo do grupinho. Não mudo o que falei: meu filho não é doente e ponto. Ela, no entanto, disse com todas as letras que o dela é doente.

Gente, convivemos TODOS OS DIAS com o preconceito, faz parte. Numa família que não convive com um deficiente, até já evolui a ponto de tratar a pessoa bem e fazer o meu trabalho de formiguinha de conscientização, mas, partindo de uma mãe, que tem a missão divina de criar e educar, não tenho como manter a compostura.

A mielo não é contagiosa, não é hereditária e suas sequelas, se bem conduzidas, não apresentam nenhum traço de doença.

Já temos que conviver com tantos esteriótipos (aleijados, especiais, inválidos, incapazes) que não há espaço para ignorância familiar. Não tenho paciência para isso.

Se você tem um mielo na sua família, reconheça as potencialidades dele, acolha com todo amor que houver no seu coração e lute, lute muito para que ele tenha uma vida plena, digna e inteira, em todos os seus aspectos. Ele é sua missão. Deus te confiou uma dádiva.

Eu sigo lutando, as vezes muito educada, as vezes bruta como um canto de cerca, mas, sempre buscando o melhor para o meu filho e para somar com vocês.


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vamos compartilhar nossas experiências?

Olá queridos leitores e amigos,

Por sugestão da leitora Thatiana, estou abrindo o espaço para aqueles que queiram dividir suas experiências com outras famílias, aqui  no blog.

Vai funcionar assim: com o texto pronto, vocês enviem para o e-mail yanna.rocha@gmail.com, junto com nome, idade, cidade, estado e país e uma foto para colocar no post!

Vai ser maravilhoso conhecer a história de cada um de vocês e ajudar mais gente com experiências diferentes! Vou aprender muito com vocês!

Obrigada Thatiana, muito obrigada mesmo!