Antônio

Antônio

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Um pedido inusitado

Oi gente, eu fiz uma lista de temas que eu quero tratar com vocês, estou me educando a escrever sempre que me sobrar um tempinho e tentar atualizar ao máximo o blog.

O tema que escolhi hoje, tem uma forte conotação sentimental e está sendo muito difícil colocar em palavras todo o turbilhão de sentimentos envolvidos nesse post.

Eu tenho dois lindos filhos como vocês todos sabem. Bento, meu filho mais velho, o loirinho e Antônio, o caçula e estrela deste blog. Meus filhos são ótimos. Apesar de termos que trabalhar fora, o pai e eu, e nem sempre participarmos ativamente da rotina diária deles, graças a Deus e a nossa babá Mayana, que cuida dos meus filhos como se fossem realmente dela, os meninos são muito educados, parceiros mesmo, tem seus momentos de briga, mas, no geral, são bem unidos.

Certa noite, estávamos à mesa jantando e Bento me fez a seguinte pergunta: "Mãe, quando vou ter outro irmão"? Antes de responder, quis saber qual o motivo da capciosa pergunta, crianças surpreendem muito. Ele respondeu: "Quero um irmão que ande, Antônio é muito chato".

Gente, eu não conseguia falar... Confesso que senti uma dor muito grande. Meu filho amado, solicitava uma coisa que estava além da minha capacidade de resolução. Como atender um, sem magoar o outro. Naquele momento, senti uma culpa enorme. Na minha cabeça eu havia falhado. Meu filho rejeitava o irmão. Fui para o banheiro e chorei por uns 10 minutos.

Eu tentava entender qual a real mensagem, o que Bento queria me dizer com esse pedido. Na verdade eu não tinha ideia do que dizer ao meu filho.

Sempre jogamos muito aberto lá em casa. Bento sabe da condição do irmão, questiona muito, e sempre procuro responder com muita honestidade todas as perguntas. Dessa forma precisei ser muito franca com ele.

Eu sentei com ele, depois que me acalmei lógico, e expliquei pausadamente, que Antônio seria o único irmão dele, que Antônio sempre andaria numa cadeira de rodas, mas, que se ele fosse solidário e criativo, Antônio poderia brincar de tudo com ele. Bento cruzou os braços e disse: "Mas isso é muito chato". Não sei qual a minha expressão facial nesse momento, mas, Bento me perguntou porque eu tinha ficado triste. Gente, tem coisas que não consigo esconder e parece que aparece um letreiro luminoso no meio da testa indicando como estou me sentindo.

Mais uma vez eu respondi com muita franqueza: "estou triste, porque isso que você falou me magoou". Ele ficou super preocupado, tentando entender exatamente o que me magoou. Gente, nesse momento eu entendi que não era falta de amor, que não havia falhado em nada... Bento só não sabia como brincar com Antônio.

“May the Force be with you”
Me aliviei muito nesse momento e conversamos mais um tempo. Utilizei a estratégia reversa. Eu perguntava: Bento e se for brincar de futebol, como que Antônio podia brincar? Ele respondia que Antônio poderia ser o goleiro. Fiz várias perguntas, fazendo que ele tivesse as associações criativas e ele percebeu que, com um pouco de criatividade e boa vontade, ele poderia brincar de tudo com o irmão.  Fiquei muito aliviada. Conseguimos resolver juntos!

Minha dica hoje é, controlem o impulso quando estiverem a prova como eu. Situações como essa vão aparecer e nos momentos mais inusitados, quando vocês não vão estar preparados mesmo. Respirem, chorem se sentirem necessidade, e abra o diálogo. Aprendam a ouvir mais do que falar. Deixem que seus filhos se expressem livremente e cheguem juntos a uma solução!

Um abraço fraterno em todos.






quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Problemas com cáries

Bom dia pessoal, hoje quero tratar com vocês sobre um tema que me incomoda muito, que são as cáries de Antônio.

Antes que me julguem, ele vai periodicamente ao dentista, mas, com Antônio tudo é mais complicado, potencializado e sofrido.

Antônio tinha um pânico, acho que posso usar esse termo, sim, ele tinha um pânico de escovar os dentes... quando ele via a escova, colocar aquilo na sua boca, era um escândalo que não sei como meus vizinhos nunca chamaram a polícia para saber o grande mal que estávamos fazendo aquela criança, nunca conseguíamos fazer uma escovação plena, completa...

As idas aos dentistas são traumáticas até hoje. Minha cunhada, que ama tanto meus filhos é a dentista deles. Antônio se transforma quando chegamos ao consultório. São necessárias 3 pessoas (eu deitada segurando o tronco e mantendo a boca aberta, segurando o abridor) o pai segurando os braços e meu irmão estabilizando a cabeça, para que ele seja atendido. Gente, ele grita, ele pede socorro, ele sua, é um sofrimento.

Minha cunhada tenta fazer tudo o mais rápido possível. Já restauramos os dentinhos dele umas 3 vezes, mas, acaba caindo.

Hoje ele aceita melhor a escovação, o estrago já está feito. São cáries de mamadeira e também provocadas pela xerostomia normal do usuário de Retemic. Elas estão lá, enfeiando a boca linda de meu pequeno filhote.

Já me orientaram fazer o tratamento dele com sedação, mas, gente, morro de pena e medo de submeter meu filho a uma anestesia geral para cuidar dos dentes...

Estou aberta a sugestões, estou aberta a críticas, estou aberta a tudo.

Não é por falta de cuidado pessoal, juro a vocês... meu filho mais velho tem dentes lindos, nenhuma cárie, por algum motivo Antônio tem esse bloqueio. Eu levo meus filhos ao dentista deste que nasceu o primeiro dente... sempre foi assim com Antônio... sempre.

Espero os comentários e puxões de orelha de vocês. Um beijo