Antônio

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domingo, 23 de março de 2014

Episódio de hoje: Infecção urinária


Boa noite amigos, tive um fim de semana frenético com Antônio.

Na noite de sábado para domingo, Antônio começou com um quadro febril muito intenso. Mediquei, a febre baixou, esperei para levá-lo ao médico na segunda.

As 03 da manhã acordamos sobressaltados. Antônio estava com muita febre, delirava, se tremia todo, entrei em pânico. Nesses três anos de vida, esse foi o quadro mais grave de febre. Coloquei ele embaixo do chuveiro, precisava baixar a febre rápido para ele não convulsionar, essa era a minha maior preocupação. Sentia em meu peito que ele estava muito próximo da convulsão, dei um a
ntitérmico e partimos em busca de uma emergência pediátrica.

Depois de ir em dois lugares sem sucesso, partimos para o Hospital São Rafael. Cheguei lá chorando muito, com muito medo de algo acontecer com ele. Fomos logo atendidos. A febre continuava muito alta. Colheram a urina e deram mais medicamento pra baixar a febre.

Infecção urinária é uma realidade do portador de mielomeningocele, se fizer mil sumários, os mil darão alterados. É nesse momento que entra o conhecimento. Não é todo quadro que precisa ser tratado pessoal, lembre-se que muitas vezes, tratando um quadro que pode ser controlado de outra maneira, você expulsa uma bactéria simples e dá espaço para uma mais resistente. Tem que ter tato nesse momento.

O sumário de Antonio voltou com nitrito positivo, numerosas bactérias e leuco muito alto. A febre dele chegou a 39,3 graus. Com esse quadro, não tem o que discutir, tem que tratar. Já entramos com antibióticos, porém, ele ainda está fazendo febre. A médica já me adiantou que ele poderia apresentar até por 02 dias. Estamos tranquilos e monitorando.

É um susto, é chato. Começo a me questionar onde está o erro. Somos muito cuidadosos com a rotina dele, onde foi que falhamos? Que houve falha houve, basta saber onde foi.

Agora é redobrar os cuidados.

MOMENTO AGRADECIMENTO

Fiquei muito feliz com um grande carinho que recebi do DR. José Roberto Tude esse fim de semana. Ele foi entrevistado e gentilmente falou do nosso trabalho com a APAMBA.

Quero agradecer do fundo do coração pelas palavras Dr. Tude. O senhor sabe da profunda admiração que tenho pelo seu trabalho. Sei também que o senhor é modesto demais, mas amor é
amor e pronto. Tenho que declarar rssss. Obrigada por tudo e pode mandar pra gente todas as mães que por ai aparecerem.

Segue link da entrevista na íntegra. Assistam tudo, vale a pena. Ele tira muitas dúvidas!

CLICA AQUI PRA ASSISTIR  A ENTREVISTA BRASEEEEL

quarta-feira, 19 de março de 2014

Ser mãe, uma opção.

Outro dia, estava no Facebook e me deparei com um post de uma mãe de uma linda mielinha, comentando sobre um texto de título "Eu odeio ser mãe".

Li o texto completo, inclusive os comentários e parei por longos minutos tentando digerir o que tinha acabado de ler. Em primeiro lugar, não estou aqui para julgar ninguém, vou apenas expor a minha opinião.

Ser mãe é uma opção, isso é um fato. Você pode viver uma vida inteira sem procriar, pois, você mulher, é dona de seu corpo e de suas escolhas.

Ser mãe é entregar-se diariamente a dor e a delícia de educar um outro ser humano.

Após ler o texto, estarrecida que estava, voltei analisando paragrafo por paragrafo para entender qual a mensagem oculta daquelas linhas. Cheguei a conclusão de que ali estava uma pessoa muito individualista. Ela chegava a questionar o amor que a mãe dela sentia por ela.

Gente, ninguém disse que seria fácil ser mãe. Seu corpo muda, suas escolhas mudam, sua vida muda muito, porém, se você escolheu passar por isso e ainda assim não se comover com uma coisa linda, cheirosa, sorridente e que TE AMA e CONFIA sem pestanejar, é porque colega, o problema é muito mais embaixo e você precisa rever sua vida.

Tenho dois filhos, amo-os com toda a força do meu coração. Quando descobri que Antônio nasceria com mielo eu fiz a opção de parir o meu filho, independente de como ele viria ao mundo, pois, Deus me confiou aquela vida, em algum momento Antônio me escolheu como mãe, e porque eu sou mulher, sou valente, sou agreste o suficiente pra aguentar qualquer problema. Eu amei meu filho desde o teste de gravidez, e o amei muito mais quando descobri que ele dependeria muito de mim. Bento da mesma maneira.

Foi uma escolha minha. Eu os quis e amá-los não é sacrifício, não é opção, eu os amo porque amo e pronto.

Então assim, eu prefiro acreditar que as pessoas que se julgam incapazes de amar seus filhos, tenham como problemas a individualidade, ou simplesmente o egoísmo inato de acreditar que são capazes de repudiar um instinto tão forte como o materno.

Um forte abraço a todos.