Antônio

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Os três anos de Antônio

Meu filho fez 3 anos no último dia 22 de janeiro. Já era pra eu ter postado aqui sobre isso mas, ando relapsa demais aqui com o blog (sorry...)

Nesses 3 anos, sem contar os meses de gravidez, muita coisa aconteceu. Me recordo do diagnóstico e me pergunto: como eu consegui ficar de pé naquele dia?

Não é fácil esse momento do diagnóstico. Quando você engravida, você idealiza um filho perfeito, saudável e do nada vem a notícia que aquele filho idealizado não existe. É muito forte.

Em contrapartida, não todas as mulheres, mas, a grande maioria delas, recebem uma carga extra de energia e força para lutar que são fora do comum. Eu sempre fui muito determinada, hoje, costumo brincar com meus amigos que virei um bicho em matéria de determinação.

Me tornei uma inconformada, no bom sentido. Nunca aceito um diagnóstico, uma terapia, ou qualquer coisa que seja, sem antes discutir muito com o profissional e pedir a segunda, terceira... milésima opinião.

Gente, eu amo meu filho demais, tudo o que quero nessa vida é a felicidade e independência dele.

Hoje em particular estou muito pra baixo.

Eu já pronta para ir pro trabalho e Bentinho me fez a seguinte pergunta: Mainha, quando Antônio crescer um pouco mais ele vai andar e correr comigo? #oremos

Eu sabia que esse questionamento viria, só não pensei que seria hoje, as 06:30 da manhã. Confesso que não estava preparada pra pergunta. Já atrasada, achei melhor sentar um pouco, colocá-lo no colo e ter uma conversa bem sincera. Expliquei de forma natural, que não seria possível nosso Tony correr como ele, mas, do jeito dele, com a ajuda da cadeirinha, ele correria.

Não me sai bem com a explicação. A resposta que ele me deu foi "porque ele é assim mamãe?" e "ele é muito chato na cadeirinha". Fui para o trabalho triste, frustrada, e sem rumo.

Por mais que a experiência venha, simplesmente não estamos preparados para uma série de coisas. É normal, acontece. Dói? Pra caramba. Essa é a vida, não dá pra fugir dessas surpresas.

Sigo tentando gerenciar meus dois filhos, com suas particularidades e buscando sempre que eles permaneçam unidos, que se amem e que sempre se protejam. Sei que vou conseguir.

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