Antônio

Antônio

domingo, 24 de março de 2013

Inclusão na Escola

Participando de atividades em grupo
Venho trazer novidades dobre o meu pequeno estudante.

Antes de mais nada, quero registrar minha total satisfação ao esforço impetrado pela Escola Nova Dimensão no acolhimento e inclusão de meu mielinho. Foram construidas rampas de acesso e toda a facilitação para a vida acadêmica de Antônio está sendo feito. Agradeço mesmo.

Ganhos cognitivos
Bom, Antônio começou a falar, uma emoção muito grande. Fala poucas palavras, mas, fala. Dá bom dia, já diz que as coisas são dele (é minha!), pede água, mamadeira, diz o nome de todos dentro de casa. A interação com o meio foi o que mais me surpreendeu, ele está mais envolvido. O sentar melhorou 200%, digo que em breve ele sentará completamente sem apoio.

Depois que foi para a escola algumas coisas ficaram marcantes. Antônio não quer mais dormir no berço, prefere ou a cama, ou um colchão no chão. Na escola, não quer ficar numa cadeira diferente da dos demais colegas. O problema é que a cadeira da escola não tem proteção lateral. Está comendo sozinho.

Em termos comparativos a Bento na mesma faixa etária, percebo uma melhor coordenação motora, o pegar na caneta/lápis é melhor. Tem características destras, porém, ainda pega com a canhota as vezes.

A escola está desenvolvendo um projeto de leitura e neste fim-de-semana, recebemos livros e nos foi orientado que fizessemos a leitura com ele e estimulando o desenho. Logo o pensamento preconceituoso da mãe vei a tona: Jesus, Antônio não vai entender nada e logo, não desenhará nada.

Às vezes me pego com esse tipo de pensamento, natural, sou humana, logo, tiro isso da cabeça e nunca me permitirei privar meu filho de nada. Li a história, mostrei as ilustrações do livro e dei o papel para ele desenhar. Ele pegou o giz de cera e rabiscou pra lá e pra cá. Pronto! Disse logo: ficou lindo Antônio, vc está de Parabéns! Ele deu aquele sorriso de um milhão de dólares e a mãe, feliz da vida, percebeu que tudo na vida começa assim, com traços e rabiscos.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O sapato de Antônio

Hoje aconteceu algo muito bacana gente. Como todos estão cansados de saber, Antônio nasceu com os pés tortos e ainda não operou.

Vou fazer um pausa aqui pra falar sobre a cirurgia. Solicitei do Sarah uma reunião com o ortopedista e ele me explicou que o Sarah opera sim os pés, porém, no momento certo. Esse momento certo seria aos 12 anos, pois, segundo o especialista, não existiria mais tecido mole, fazendo com que a cirurgia fosse definitiva.

Concordei, porém, confesso que pra mim é muito dificil ver meu filho com os pés tortos.

Vamos continuar então.

Hoje pela manhã, acordamos atrasados e aquele corre corre pra arrumar as crianças pra ir para a escola e Bento me surge com uma pérola: "Mamãe, está muito errado Antônio ir pra escola de meia. Ele tem que ir de sapato".

Ai meu Deus, que hora pra ter uma conversa filosófica com meu filho. Expliquei rapidamente que o pé de Antonio era tortinho e que os sapatos não entravam, ou quando entravam caiam.

Ele não conformado, pegou TODOS os sapatos dele e me pediu pra provar um por um. Esse tá enorme, esse tá grande, esse tá feio... minha paciência já no limite, ele voltou ao armário e pegou uma caixa com os sapatos dele de quando era bêbe e ainda completou, "aqui deve ter um".

Gente, não é que ele achou um que ficou perfeito! Ele olhou, o sapato muito velho, todo puido, que ele usava quando começou a andar e usou muito, acabou dizendo "Está rasgado, mas, você ficou lindo meu irmãozinho". Morri no mesmo instante. Antônio foi pra escola com o sapatinho velho e ele mostrou a todos que o irmão foi de sapatos naquele dia.

As vezes por falta de paciência perdemos momentos mágicos, que só mesmo a pureza de uma criança pode nos oferecer. Vejam a foto do bendito sapato e a alegria de Bento.


Abraço em todos.

domingo, 10 de março de 2013

Osteopenia

Peguei no Google
Olá amigos, o post de hoje é informativo e visa alertar os portadores de mielo, mães e cuidadores sobre possíveis fraturas nos membros inferiores.

Talvez esse post seja bem específico para os portadores que apresentam paralisia das pernas, que é o caso do meu filho. Porém, conhecimento nunca é demais. O que você está lendo pode ser útil para outra pessoa.

É sabido por todos nós, que um membro que não é utilizado tende a atrofiar. Por mais fisioterapia que possamos submeter nossos filhos, é impossível barrar a perda óssea por falta de mobilidade. Essa perda da trama óssea tem nome, chama-se osteopenia e não é uma exclusividade dos mielos. É bem comum, principalmente, em mulheres acima de 65 anos e pode ser a precursora da osteoporose.

A osteopenia, na grande maioria dos casos tem cura com dieta, reposição de cálcio por meio de medicamento e banhos de sol regulares, porém, no portador de mielo, a reposição de cálcio por meio de medicamento é questionada, por causa dos rins (lembrem-se que os rins dos nossos filhos valem ouro). Sobra a dieta e os banhos de sol.

O mais importante, porém, é a conscientização do alinhamento do corpo da criança para evitar fraturas. Antônio está mais ativo do que nunca, ele arrasta a casa toda e acaba passando por cima das pernas, quando quer fazer curvas. Esse ato pode causar uma fratura grave no fêmur e consequentemente, causar um encurtamento na perna fraturada.

O que estamos fazendo agora é reeducando todos da casa, inclusive Bento, para que seja evitado essa passagem por cima da perninha. Estamos trabalhando na conscientização de corpo com Antônio, frizando que ele precisa alinhar a perna, na verdade, ele precisa saber que aquela perna é a dele, um dia chegaremos lá.

Como não existe a dor, caso ocorra a fratura, sinais físicos tendem a aparecer como inchaço, hematoma, febre. O ideal é a PREVENÇÃO.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Hipermetropia

Pegamos o azul e fizemos na New Ótica do Barra (imagem do Google)
De uns tempos para cá andei percebendo que meus dois filhos estavam cada dia mais vesgos. Olhava para Bento e percebia o olho esquerdo torto, depois percebi o mesmo em Antônio. Comecei a me preocupar.

Ainda bem que, novamente, começou por Bento, pois, certeza que ia cair na noia da válvula.

Ontem levamos os dois ao oftalmo, Dra Martha da Oftalmoclin nos Barris, muito paciente, gostei muito. Antônio já era paciente, levamos ele assim que saiu da UTI pra fazer uma avaliação. Como ele usou muito oxigênio, achei melhor levar pra ficar com a consciência livre.

Paraminha surpresa meus dois filhos tem alto grau de hipermetropia. Talvez, esse seja a explicação da falta de concentração de Bento na hora de fazer a tarefinha. Acho importante levar as crianças para uma avaliação no início da vida escolar. As vezes, nossos filhos ficam marcados como desatentos, hiperativos, pelo simples fato de não conseguir enxergar nada no quadro.

Bom, o tratamento é óculos e tampão. Agora vocês imaginem Antônio de óculos? Bento escolheu o dele, muito estiloso e para Antônio, pegamos um modelo que ele não tirasse com facilidade, no caso, foi um idêntico ao da foto.

O uso do tampão vai ser mais dificil, muito mais, porém, precisa usar e vamos tentar. São 2 dias no olho esquerdo e 1 dia no direito. Antônio vai começar a usar assim que o óculos ficar pronto e Bento vai usar o óculos por um tempo, pra ver se existe mesmo a necessidade.

Mais uma coisa pra entrar na rotina. Eu mereço...