Antônio

Antônio

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

De novo endereço

Descontraindo com o pai
Queridos amigos, peço a todos vocês que me acompanham um pouco de paciência. As atualizações do blog estão cada vez mais espaçadas, mas, como venho relatando aqui, estou mudando de cidade e tudo está meio fora de órbita.

Estamos, em definitivo, desde de domingo aqui na casa. Moramos na casa dos meus sogros, uma casa muito bacana, que precisa de alguma reforma. Estamos fazendo aos poucos, e, quem já residiu em casa em reforma deve imaginar o calvário que é.

A adaptação de Bento foi a melhor possível, já a de Antônio... É um caso a parte. Não sei se pela condição pré-existente, ou se por personalidade mesmo, Antônio não é dado a mudança e, essa foi uma grande mudança.

Queixo machucado de queda
Ele perdeu de vez, o habitat que é presente desde o seu nascimento e a babá. Minha adaptação não tem sido das melhores também, é minha primeira vez como dona-de-casa, e, confesso a todos que não sei se darei conta do recado. Estou exausta, minha comida é pavorosa, me levanto muito cedo e só durmo depois das 23 horas, depois da última sonda de Antônio. Não tenho tempo para nada, cabelo, unha, pele, academia, tudo deixado de lado.

Quero entender como minha mãe criou 4 filhos, pois, eu com dois estou a beira de um ataque de nervos.

Antônio, para compensar a mudança drástica na vida dele, grita praticamente o dia todo, grita, bate, belisca, morde. No Sarah fomos orientados a repreender com firmeza esse comportamento, dizendo que não entendemos, que não é certo, porém, não vejo nenhuma mudança.

Tem horas que a gritaria é tanta que me ajoelho na cozinha e começo a chorar.

Meu Bento, abençoado desde o nome, meu companheiro
Nesse meio tempo, já ocorreram dois pequenos acidentes com Antônio e a cadeira de rodas, a casa não é adaptada para um cadeirante (já estamos resolvendo isso na reforma) porém, como explicar isso para um menininho arteiro de 3 anos e uma cadeira voadora? É simplesmente impossível.

Bento, como filho mais velho, me ajuda como pode: coloca água para os cachorros, me ajuda na hora do cateterismo de Antônio, mas, ele também é uma criança e as vezes quer ficar só, ou assistindo tv, ou brincando mesmo. Não dá pra cobrar dele nada, ele é maravilhoso.

Tudo é muito improvisado, minha mudança ainda não chegou do interior. Estou fazendo um malabarismo danado aqui na casa.

Sei que com o tempo eu vou conseguir implantar uma rotina, mas, até lá tenho que pedir a Deus que me dê forças pra não surtar.



5 comentários:

  1. Yanna, nem consigo imaginar o que está vivendo..só quem sabe é quem passa...mas sei que adaptação é algo muito difícil e principalmente para uma criança...Você, não é uma mulher comum..não foi escolhida por Deus a toa..vc é de fibra..mesmo que ajoelhando e chorando....Tudo PASSA...sei que está no olho do furacão..mas tudo passa...e a calmaria vai chegar e vc vai recomeçar sua vida..sua pele, sua unha e suas atividades. Me lembro que quando eu tinha 9 anos, meu pai colocou eu , meus 2 irmãos e minha mãe num carro, e saímos de Uberlândia em Minas onde nascemos e fomos criados e nos levou para Aracaju (de onde ele é)..me lembro que minha mãe chorava muito no início..mas depois de um tempo ela nem mais queria voltar pra Minas...tudo é questão de adaptação..se precisar de algo estou aqui..me chama!! Espero que tudo se resolva da melhor forma possível , principalmente para a qualidade de vida de Antônio! beijos

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  2. Parabens pela cada nova vida nova q deus abencoe vc e essa familia linda bjj

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  3. Parabens pela cada nova vida nova q deus abencoe vc e essa familia linda bjj

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  4. Olá florzinha! Imagino como está tua vida, mas tudo vai se ajustar com o tempo... Estamos torcendo pela adaptação da turma toda e daqui a uns dias esses transtornos serão passado, e ainda relembrados com muitos risos... Que Deus te abençoe e guarde toda tua família. Um super abraço, 2014 há de ser um ano extraordinário!!! Bjks ;)

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