Antônio

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domingo, 14 de julho de 2013

A Compra da Cadeira de Rodas

Irmãos e amigos
Antes de abordar o tema do título proposto, vou dar o feedback do encontro no Sarah do da 08. Antônio foi avaliado como muito bom, fisicamente tá ok, dentro das curvas de crescimento, o perímetro cefálico estabilizou e está próximo do normal. Fontanelas, finalmente, fechadas.

Fomos orientados a novamente estabilizar o quadril dele, pois a abertura das pernas acentuou. Com relação a ecolalia, não há muito o que fazer, é o esperado para o quadro, muitas crianças portadoras apresentam esse quadro, é esperar que o tempo cuide e é claro, nós da casa irmos ajudando ele, não respondendo a todos os chamados. Só um dado: imaginem que vocês são pais que amam rock e seu pequeno com ecolalia aprende a cantar o funk do Lek Lek. Thank's babás.

Bom, voltando ao foco do post, COMPRAMOS A CADEIRA DE RODAS. Gente, sabe quando esse assunto volta e meia aparece e você convenientemente guarda na gaveta? Pois é, aqui em casa estava assim. Eu sempre puxava o assunto e Gustavo sempre dizia que era melhor deixar para o próximo semestre. O próximo semestre chegou e tomamos a decisão.

Eu sou o máximo
Na nossa visita no Sarah, deixaram uma cadeirinha de maneira conveniente na sala onde ele foi atendido. Eu passei metade do atendimento olhando pra ela. Foi então que pedi pra que ele usasse a cadeira. Precisa ver meu filho sentado. Tinha que ter certeza que estaria preparada para esse momento. Elas sentaram ele, colocaram o cinto e ele me olhou e disse: Mamãe? Já querendo chorar.

Minha garganta doía do choro contigo. Olhei pra ele e disse: Vamos lá Antônio um, dois, três e já! Ele meio acanhado pegou na rodinha e empurrou, levantou os braços e pediu pra sair. O pai pegou e acabei chorando. A psicóloga me pediu pra ser forte e fui.

No trabalho da mamãe
Apesar de todo o preparo, de toda a cabeça feita, NÃO É FÁCIL. Me senti derrotada, tenho vergonha disso, mas, foi como me senti. Minha cabeça explodia de pensamentos: como posso ajudar meu filho daqui pra frente?

Chegando em casa, entrei na Internet e escolhi a cadeira dele. Analisei tudo, afinal a cadeira de rodas é um acessório e a mãe dele é muito antenada em moda. Quero meu filho muito elegante na cadeirinha dele.

A cadeira já foi enviada e deveremos receber na próxima semana



6 comentários:

  1. Cada dia amo mais...meu amor.

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  2. Eu imagino como sua cabeça e coração devem ter ficado, mas a cadeira irá proporcionar mais liberdade de locomoção a Antônio. Ele é esperto e muito rápido vai aprender a ir e vir sozinho! São etapas do crescimento dele q dão medo (tanto para ele qto para vcs, pais), porém direcionam para mais independência!!! O bom é q vc é super ligada nas coisas e sempre oferece o melhor ao seu filhote!!!
    Força, amiga, pq dará tudo certo!!!
    Bjão, Fabi

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  3. Oi flor, emocionada ao ler seu relato... creio que muitas mães sentem-se assim, do mesmo jeito que vc, eu me sinto assim... de fato às vezes adiamos até pensar nessa possibilidade... mas não podemos desaminar, jamais!!!!
    A adaptação à cadeira como todas as demais rotinas absorvidas até aqui deverá ser uma aquisição conjunta, toda a família precisará estar mais do que nunca unida e vencerão as dificuldades, sejam elas quais forem. Sua família é linda e tenho certeza que o Antônio vai fazer muita arte em sua cadeira nova. O amor transforma toda e qualquer realidade...
    Li algo em seu blog numa postagem anterior, um questionamento do Bento em relação à cadeira "possuir asas" e essa leitura pra mim se tornou inesquecível. Ao ver as coisas da mesma forma que o Bento me fez perceber que a cadeira pode sim dar ao Antônio asas, talvez não consiga subir as escadas de casa, mas certamente será um meio de "voar" até onde ele quiser... Um abraço, você é uma pessoa admirável ;)

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  4. Yanna.....amiga...vc ganhou mais uma fã.....minha irmã amou o blog......disse q vc e sua família são exemplos....Sem falar em Tony,o grande guerreiro!bjs...mendy e Clara

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    1. Valeu meninas!!! Que bom que a Clara gostou!

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  5. Ola Yanna já fazia tempo que não dava uma olhadinha aqui estou com o mesmo pensamento que você só de imagina a Maria na cadeira já começa me subir uma angustia pois ninguém me diz se ela vai andar ou não os médicos só ficam não sei vamos ver e eu fico nessa angustia meu marido não gosta nem de falar no assunto quando eu puxo o assunto cadeira ela já corta e diz o para com isso ela não vai precisa de cadeira não mas eu como mãe eu fico apreensiva quanto a esse assunto ela fez dois anos e ainda não senta sozinha as pernas dela se mexe pouco ela so puxa não estica sei la mas se ela precisa usas também não consigo imaginar quando chega essa hora de encarar a realidade de frente pq nos sabemos muito bem as dificuldades que crianças especiais enfrentam todos olham com pena como se fosse doentes quando falo para as pessoas o que ela tem elas falam coitada e depois perguntam o que é isso se não sabem o que pq falam coitada não entendo já discutiu feio por causa disso.
    Fico feliz de você de encarado de frente esse assunto é isso mesmo guerreira que é guerreira não foge da luta.
    Parabéns, Felicidades !

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