Antônio

Antônio

domingo, 29 de abril de 2012

E assim nasce um tricolor!



Para minha surpresa, hoje Antônio começou a falar outra palavra e mais surpresa ainda fiquei quando ele do nada, fala o nome do time do coração do pai, o Bahia, ou simplesmente BAÊA como é carinhosamente chamado pela torcida tricolor. Até nisso tinha que se parecer com o pai filhote?

Segue o link do Youtube pra vcs verem que delícia! Tá tossindo um pouco, mas, logo ele melhora. Clica AQUI pra ser direcionado

Bjos

sábado, 28 de abril de 2012

Primeira visita ao dentista

Hoje Antônio fez sua primeira visita a dentista.

Engraçado como o tempo passa rápido... parece que foi ontem que estava no olho do furacão, cheia de medos, cheia de dúvidas com relação ao nascimento dele. Hoje ele está aí lindo, esperto e cheio de dentinhos!

A dentista escolhida, lógico, foi minha irmã de alma, minha amiga, minha madrinha de casamento, Dra Elisângela Rios, ou simplesmente Tchan, como a chamamos carinhosamente.

Bento foi atendido primeiro e foi um rapaz, não chorou, deixou Tchan fazer a limpeza direitinho e por conta dos doces que anda comendo vai precisar fazer 4 selagens nos molares... puxão de orelha na mamãe.

Na vez de Antônio começou tudo bem, ele deixou Tchan olhar, mas quando ela começou a escovar com o aparelhinho, ele começou a chorar e tremer de medo, me segurei, pois, minha vontade era pedir pra Tchan parar... Mas, ele precisa passar por tudo isso. O fato de ser portador de mielo não quer dizer que ele vá ter tratamento diferente do irmão. A criação é igual!

Vejam Antônio e Tchan super amigos!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Eu escolhi te amar Antônio!

Desde que comecei a escrever esse blog, tenho tido a graça de interagir com muitas mães que passam pela mesma luta que eu. Conheci pessoas de vários estados do Brasil e de vários países do mundo.

Trocamos experiencias, comparamos tratamento, cada novidade é compartilhada. Porém, as vezes acontecem coisas que não gostaria de participar.

Hoje, recebi um e-mail de uma gestante dizendo que havia acabado de saber da condição do seu filho, que buscando por informação sobre a mielomeningocele, se deparou com meu blog, que achou lindo, chorou muito, mas, que mesmo assim, ela havia tomado a decisão de interromper a gestação.

A partir daqui, falarei diretamente contigo. Não vou dizer quem é você, mas, quero que saiba o que penso

Fiquei em choque. Não sou ninguém pra questionar a decisão de uma outra mulher, mas, preciso que você tenha a real noção do que penso sobre isso.

Ter um filho especial é uma dádiva, não pense nele como um fardo, como um castigo, mas, como um bem precioso que foi confiado a você e a mais ninguém. Não existe falhas na seleção de Deus, ele tinha que ser seu e ponto. Você é a melhor mãe que ele poderia querer.

Sei que cada um sabe até quando suporta, mas, acredite, você nem imagina a força que tem ai dentro de você. Cada vez que vejo Antônio sorrindo, me abraçando, interagindo, batendo palminhas, e agora falando, eu agradeço a Deus por ter me proporcionado todos esses momentos.

Esse filho que hoje cresce em seu ventre, te ama mais que tudo, só tem a você.

Eu escolhi ter e amar meu filho, apesar de todas as coisas que ouvi durante a gestação dele.

Deixo pra finalizar alguns sorrisos do meu "mielinho". Um ser que veio ao mundo pra mudar a minha vida e as minhas convicções, Tirar de mim todo o preconceito e me fazer uma pessoa melhor, mais humana.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Doença pré-existente e planos de saúde

O post ficou grande, sugiro que imprimam e leiam com bastante tempo e cuidado. O assunto é sério e requer isso.

Alguns dias atrás, a Mariana Oliveira seguidora aqui do blog, entrou em contato comigo para tirar uma dúvida sobre mudança de plano de saúde e a carência cobrada de 24 meses para internamento, cirurgia, etc. no caso de doenças pré-existentes.

Como não estava por dentro da matéria, entrei em contato com Dr. Rodrigo Fonseca, advogado que nos representa quando Antônio precisa e fiz uma consulta sobre o tema e recebi a seguinte resposta (as partes marcadas em negrito e itálico, são palavras do advogado):

"Sobre o caso do plano de saúde e doença pré-existente não encontrei nenhuma alteração legal ou jurisprudencial sobre a matéria, salvo a seguinte:
 
“AGRAVO REGIMENTAL. SEGURO DE VIDA. DOENÇA PREEXISTENTE. ALEGADA INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 5, 7 E 211 DO STJ AFASTADA. DISSÍDIO PRETORIANO CONFIGURADO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. APLICAÇÃO DE MULTA.
1. Nos termos jurisprudência dominante do STJ, a seguradora não pode se eximir do dever de indenizar, alegando omissão de informações por parte do segurado, se dele não exigiu exames clínicos.
2. Conforme noticiado nos autos e não contestado pela agravante, o falecido/segurado teve uma sobrevida de cinco anos e dois meses desde a celebração do contrato e solveu o prêmio nos termos ali ajustados, o que afasta a conclusão de que agiu de má-fé.
3. Agravo regimental não provido. Aplicação de multa.
(AgRg no AgRg no AREsp 14.594/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 07/02/2012, DJe 13/02/2012”

A recente decisão reafirma a lei e jurisprudência mansa e pacífica do STJ atestando que o plano de saúde não pode negar a cobertura em razão da existência de doença preexistente se não houver realizado exames clínicos do segurado (consumidor) na contratação, não podendo exigir dele o dever de informar para se eximir do dever de indenizar.

No tocante a este ponto – direito a utilização do plano e doença pré-existente – o artigo 11 da lei ordinária federal 9.656/1998 prescreve que:

 “Art. 11.  É vedada a exclusão de cobertura às doenças e lesões preexistentes à data de contratação dos produtos de que tratam o inciso I e o § 1o do art. 1o desta Lei após vinte e quatro meses de vigência do aludido instrumento contratual, cabendo à respectiva operadora o ônus da prova e da demonstração do conhecimento prévio do consumidor ou beneficiário.
Parágrafo único.  É vedada a suspensão da assistência à saúde do consumidor ou beneficiário, titular ou dependente, até a prova de que trata o caput, na forma da regulamentação a ser editada pela ANS.”
Assim, Além do prazo máximo de 24 meses para a lícita negativa da cobertura de procedimentos médico-hospitalares relativos a doenças ou lesões preexistentes, vê-se que a Lei ainda impõe condição a tal recusa mesmo dentro do prazo de carência: cabe à seguradora provar que o consumidor tinha o real conhecimento das doenças e/ou lesões quando da celebração do contrato; até o momento em que o prove satisfatoriamente, subsistirá sua obrigação de cobrir todos os gastos e despesas relacionados ao tratamento daquelas doenças e/ou lesões.

Note que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), ao editar a Resolução Normativa nº 162, dispôs sobre o aqui comentado diretamente em duas passagens:
Art. 5° Nos planos privados de assistência à saúde, individual ou familiar, ou coletivos com menos de 50 (cinqüenta) beneficiários, contratados após a vigência da Lei nº 9.656, de 1998, o beneficiário deverá informar à contratada, quando expressamente solicitado na documentação contratual por meio da Declaração de Saúde, o conhecimento de DLP, à época da assinatura do contrato ou adesão contratual, sob pena de caracterização de fraude, ficando sujeito à suspensão ou rescisão unilateral do contrato, conforme o disposto no inciso II do parágrafo único do art. 13 da Lei nº 9.656, de 1998.
§1° O beneficiário tem o direito de preencher a Declaração de Saúde mediante entrevista qualificada orientada por um médico pertencente à lista de profissionais da rede de prestadores credenciados ou referenciados pela contratada, sem qualquer ônus para o beneficiário.
Art. 16. Somente após a comunicação ao beneficiário de alegação de omissão de informação na Declaração de Saúde por ocasião da assinatura contratual ou da adesão ao plano privado de assistência à saúde, a operadora poderá encaminhar a documentação pertinente à Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS, requerendo abertura de processo administrativo para verificação da sua procedência ou não.
§3º Não será permitida, sob qualquer alegação, a negativa de cobertura assistencial, assim como a suspensão ou rescisão unilateral de contrato, até a publicação pela ANS do encerramento do processo administrativo, ficando a operadora sujeita às penalidades previstas na legislação em vigor.”

Na jurisprudência veja dois precedentes jurisprudenciais pertinentes ao assunto, exarados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ):
“DIREITO CIVIL E CONSUMIDOR. SEGURO SAÚDE. CONTRATAÇÃO ANTERIOR À VIGÊNCIA DA LEI 9.656/98. DOENÇA PRÉ-EXISTENTE. OMISSÃO IRRELEVANTE. LONGO PERÍODO DE SAÚDE E ADIMPLEMENTO CONTRATUAL ANTES DA MANIFESTAÇÃO DA DOENÇA.
- As disposições da Lei 9.656/98 só se aplicam aos contratos celebrados a partir de sua vigência, bem como para os contratos que, celebrados anteriormente, foram adaptados para seu regime. A Lei 9.656/98 não retroage para atingir o contrato celebrado por segurados que, no exercício de sua liberdade de escolha, mantiveram seus planos antigos sem qualquer adaptação.
- O segurado perde direito à indenização, nos termos do art. 766, CC/2002, (art. 1.444/CC1916) se tiver feito declarações inverídicas quando poderia fazê-las verdadeiras e completas. E isso não se verifica se não tiver ciência de seu real estado de saúde. Precedentes.
- Excepcionalmente, a omissão do segurado não é relevante quando contrata seguro e mantém vida regular por vários anos, demonstrando que possuía, ainda, razoável estado de saúde quando da contratação da apólice.
- Aufere vantagem manifestamente exagerada, de forma abusiva e em contrariedade à boa-fé objetiva, o segurador que, após longo período recebendo os prêmios devidos pelo segurado, nega cobertura, sob a alegação de que se trata de doença pré-existente.
Recurso Especial provido.
(REsp 1080973/SP, Rel. Ministra  NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 09/12/2008, DJe 03/02/2009)

SEGURO-SAÚDE. Doença preexistente. AIDS.
Omissa a seguradora tocante à sua obrigação de efetuar o prévio exame de admissão do segurado, cabe-lhe responder pela integralidade das despesas médico-hospitalares havidas com a internação do paciente, sendo inoperante a claúsula restritiva inserta no contrato de seguro-saúde.
Recurso conhecido em parte e parcialmente provido.
(REsp 234.219/SP, Rel. Ministro  RUY ROSADO DE AGUIAR, QUARTA TURMA, julgado em 15/05/2001, DJ 20/08/2001 p. 471)”

Assim, me parece que muito embora as seguradoras possam se recusar à cobrirem os gastos relativos a doenças e lesões preexistentes de segurados, somente podem o fazer se exigir do segurado a realização de exame clínico no ato da contratação do plano (na verdade se puder provar a preexistência da doença) e constatar a existência de alguma doença dentro dos 24 meses posteriores a contratação."


 Eu já trabalhei com seguros e uma coisa que posso orientar a vocês é antes de assinar o contrato, perguntar se o plano em questão, "compra" a carência do antigo. Tem planos que utilizam a carência do antigo outros não.

Como a doença dos nossos filhos é pré-existente e não temos como negar que não tinhamos conhecimento do mesmo, cabe se apegar ao fato da obrigatoriedade do plano de solicitar exames prévios, para atestar ou não a doença.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Alimentação

Imagem do Google
Amigos, hoje venho com novidades com relação a alimentação.

Ter um filho com intestino neurogênico é sinônimo de uma luta diária. É preciso muito cuidado para que as fezes não se acumulem e formem um fecaloma. Já falamos disso anteriormente.

Uma seguidora aqui do Blog, Paulinha, mãe de lindíssima Iolanda, faz acompanhamento no Sarah de Salvador e compartilhou comigo as orientações nutricionais da rede Sarah, e ela me autorizou compartilhar com vocês também.

Para mim está sendo muito positivo, pois, algumas coisas eu dava a Antônio sem saber que estava prendendo ainda mais seu intestino. Só o fato de trocar a farinha do mingau dele, já apresentou uma melhora.

Acho válido. No nosso caso, toda informação e ajuda é válida.

O arquivo está disponível no open drive é é só clicar AQUI e fazer o download. As vezes o site fica sobrecarregado, insistam! Vale a pena rssss